top of page
  • Foto do escritor: Chico Neto
    Chico Neto
  • 3 de mar. de 2025
  • 4 min de leitura

Na trave do gol mais bonito da carreira do Nardela, que nos garantiu o 10° título estadual em 12 temporadas disputadas, na trave dos grandes milagres do Marcão em 2001 que garantiu o bi campeonato consecutivo, agora é a trave de Bruno Pianissola, um milagre no segundo tempo, dois pênaltis defendidos logo após, que consagraram o JEC como o dono do domingo de Carnaval, no domingo do Oscar, o melhor roteiro é o do Joinville Esporte Clube.

 

Tudo começou no horário do almoço, entre um churrasco e outro, uma colher de maionese, uma porção de salada em conserva e um gole na cerveja, o JEC Krona Futsal matava um fantasma que há um ano e dois meses tanto assombrava a torcida e o time, com contornos de drama, de novo com uma rápida virada do Atlântico, mas dessa vez com tempo, o Joinville buscou o placar, virou o jogo e conquistou o título da Supercopa de Futsal, vai para Assunção disputar a Glória Eterna, os gols foi do ex-vilão Éder Lima, muito criticado pela torcida (me incluo nisso) pelo gol perdido em 2023, Robinho que veio como uma estrela, mas que alguns tinham suas dúvidas por conta da idade e o gol do título do Dieguinho, ídolo, que voltou e não teve grandes atuações ano passado, mas que tem estrela, muita estrela.

 

No segundo tempo da prorrogação todo eu pensava “Por que tem que ser tão difícil, tão sofrido, tão lutado as coisas para o JEC, porque?”

 

Depois da angústia toda com o tricolor das quadras, veio o jogo mais decisivo do tricolor dos campos nos últimos cinco (ou até mais) anos, o grande clássico, o eterno rival, o time que sempre, de uma maneira ou de outra, cruza o caminho do Joinville Esporte Clube, nascidos para duelarem pelo território catarinense desde cedo, ambos que representam toda uma cidade, uma região, uma cultura, tratados pelas suas torcidas quase como uma religião. Por mais que entendidos que não entendem de futebol falam, Norte-Sul é um dos grandes clássicos do futebol catarinense, pois envolve muito mais do que os olhos podem ver.

 

Joinville e Criciúma conquistaram muitas vezes o estado, em sete oportunidades o grande confronto final, teve os dois como protagonistas, lembramos e falamos muito do desfile do Nardela em 1987, falamos e muito da maior apresentação do Marcão na história (para alguns torcedores do Joinville, a maior atuação de um goleiro na história do esporte), são três títulos ganhos no Heriberto Hulse, o tricolor do norte é o maior campeão do confronto e maior campeão do confronto na casa rival.

 

O destino e os resultados colocaram mais uma vez Joinville e Criciúma frente a frente, favoritismo era sim deles, mas favoritismo não ganha jogo e o JEC é o time de quem acredita.

 

O Criciúma teve mais posse de bola, mais finalizações, mais escanteios, mais tempo de dança e como dançou o Criciúma, em todos os sentidos, a provocação do seu mascote antes do jogo, colocando até crianças na jogada, era uma previsão do que ia acontecer no final do dia, o tigre dançou.

 

A postura do Joinville foi de esperar o rival, apostou nos contra ataques, mas que em muito pouco foram aproveitados, o JEC se livrava muito fácil da bola, em alguns momentos, parecia uma batata quente passando de mão em mão, e esse é o único comentário sobre a partida, o Criciúma até jogou melhor, mas não teve a capacidade de marcar e não mereceu vencer.

 

Após longos 90 minutos e uma notícia que desanimou todo mundo, em todas as pessoas que estavam trabalhando nesse jogo, a disputa foi para marca da cal, pênaltis e haja coração.

 

O Joinville começou cobrando e errando, Cristian Renato desperdiçou o primeiro pênalti, Caique pulou certo na bola, o rival abriu suas cobranças convertendo, 1x0 para eles, todas as cobranças subsequentes foram convertidas, até chegar em Morelli foi bater, quis o destino que o número 8 do time carvoeiro fosse parar nas mãos de Bruno Pianissola, primeiro check do destino, o número oito nos pertence, num clássico, eles iam jogar a nosso favor. Depois disso, só cobrança certeira, sem titubear, ambas as equipes estavam mostrando um belo repertório de cobranças, até que chegou a vez do capitão amarelo, Rodrigo.

 

Rodrigo encheu o saco, como um capitão em muitos casos faz, brigou com Brazion que só ignorou, durante as cobranças de pênaltis foi caçar confusão de novo, agora é o nono pênalti, o capitão do rival está na cal, do outro lado Bruno Pianissola, o final, é lindo e vocês todos conhecem, Rodrigo tremeu, Bruno pegou e o Joinville está na semifinal.

 

O maior investimento, que já comemorava o tricampeonato, que ia disputar o jogo mais fácil, papo de 4x0 para eles, sucumbiu na frente da suas torcida, do seu povo, como foi em 1982, 1987 e 2001, calados, viram seu maior rival ditar o ritmo da arquibancada, a cor amarela foi raspada da arquibancada que ganhou tons de vermelho, o majestoso virou Catedral, o Joinville volta para semifinal.

 

Agora resta a um lado, que forçava em alguns casos uma lua de mel, chorar (e talvez dançar) o pós é triste mesmo, as reclamações nas redes sociais por perder por um time sem divisão, o time que você de futsal e balé (como se fosse problema) são muitas, mas prefiro a nossa alegria de vencer o rival de novo numa grande decisão, o JEC é para quem acredita, mesmo quando não há motivos para acreditar.



Chico Neto.

 
 
 
  • Foto do escritor: Guilherme Luiz
    Guilherme Luiz
  • 25 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura


Reprodução/Instagram


“Reinventar

Resplandecer

O que não apagou

Em mim nada mudou

Eu sei que o sonho

Ainda pode acontecer”

- Belo

 

Com essa PEDRADA do nosso craque do jogo da cena musical brasileira, eu quero que vocês me leiam bem lenta e atentamente: o Joinville tem a chance de recomeçar nesse domingo.

 

É evidente que da noite pro dia nada muda. E nem de uma semana para outra. Por isso, até ao torcedor mais crítico seria inusitado ver um treinador, um executivo de futebol ou ainda um CEO sendo mandado embora antes de uma das 45.545 ‘finais’ que o Joinville cria em torno de si mesmo. Fazer ‘a barca’, como chamamos quando há dispensa em massa de jogadores, antes de uma partida que tá ‘logo ali’ também é altamente improvável.

 

Então o que nos resta? Aquela fé inabalável de que o Joinville, um dia, do mais absoluto nada, vá voltar a ser aquele time que já nos deu alegrias o suficiente para que a gente ficasse até hoje aguentando tanta dureza nesses sucessivos anos de vacas magras, humilhação e depressão profunda.

 

A diretoria tem a chance de fazer seu papel: criar um clima extraordinário para esse jogo, seja criando condições melhores de a torcida ir ao sul do estado ver o jogo, seja providenciando peças de marketing ou ao menos fazendo até o que sabem fazer de melhor: falar ao torcedor e voltar a iludir essa grande massa carente de meia dúzia de palavras bonitas.

 

O departamento de futebol não tem mais o que fazer. Não trará ninguém, não afastará ninguém, não mexerá no treinador, não colocará o membro na mesa, não engrossar a voz, então que pelo menos não atrapalhe. É um pedido sincero. Muito ajuda quem não atrapalha, é o que dizem.

 

Ao treineiro Hemerson Maria, que os deuses do futebol lhe abram a mente e permitam que possa se fazer adepto de outros esquemas táticos que se recusou a testar durante a temporada, incluindo sua adaptação durante a partida. Que pare de trocar centroavante por zagueiro, que pare de insistir em quem não deu certo, que pare de fazer de conta que atletas que estão bem não merecem jogar. Simplificando: que além de falar do caráter alheio dos atletas, que possa fazer esse time - que reconhecemos todos as limitações - jogar o que pode (e, se possível, um pouco do que não pode também).

 

Aos atletas: vocês têm a incrível oportunidade de mostrar que estamos todos errados. Que os dirigentes que os trouxeram tinham razão. Que vocês são bons, que têm o potencial que alguém acreditou que vocês tinham, que vocês podem chegar a divisões superiores. Isso só poderá acontecer com uma vitória surpreendente. Com jogadas coletivas, mas lances individuais também. Volta pra marcar, sobe pra atacar, se estica pra defender aquela bola indefensável, dá o teu sangue. Jogadores: joguem bola como nunca antes!

 

É a possibilidade real e concreta de virarmos uma chave que está emperrada há uma década. As chances são poucas? Sim. Mas existem. Por que não sonhar um pouco mais?

 

Como disse um atleta recentemente, em uma situação inusitada: “agora é orar”.


Guilherme Luiz

 
 
 
  • Foto do escritor: Feltrin Jr
    Feltrin Jr
  • 23 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura
Divulgação Imprensa- JEC : 📸 Jery Souza
Divulgação Imprensa- JEC : 📸 Jery Souza

A discussão essa semana certamente é sobre merecimento. Quem merece, quem nao merece, justiça, injustiça. O fato é que ontem presenciamos mais uma das epopéias que somente o Campeonato Catarinense pode nos oferecer. Tantas variáveis que no fim sempre nos trazem o mesmo resultado, emoção até o fim do ultimo segundo. E um pouco além! (Risos).

Os mais fanáticos de cá enxergam a falta no goleiro do Carava. Os mais feridos do lado de cá ( e de lá) enxergam vergonha, falta de mérito, querem cabeças, “uma vergonha esse JEC classificar assim”, “estão desrespeitando a instituição” e zaz. Bom, eu posso falar apenas por mim, vivi mais uma vez um capítulo que beira o impossível, daquelas histórias de milagres, ressurreição, tudo aquilo que você sonha quando é ferido, presencia o pior de perto, ou minimamente deseja que a história mudasse assim que assiste ela acontecer. Na transmissão de ontem pelo JoinvilleÔ passamos por dias de rede globo, ao finalizar os jogos e iniciar o pós jogo de ontem, fechei todas as 10 telas que estava controlando pra ver os placares, escalações, outros jogos no youtube,  com aquele gosto amargo, aquele sentimento de perda que estamos vivendo a cada final de campeonato que disputamos. São muitas decepções em sequencia, entendo cada um que se sente traído pelo o que mais ama, no entanto eu prefiro comemorar. Comemorei o  gol anulado assim como comemorei o julgamento do STJD que garantiu o JEC na serie C. Obviamente não deveria ser assim, o JEC falhou bastante nesse primeiro turno, errou onde não podia errar, teve de aprender duras lições na base da dor, aliás, esperamos que tenhamos aprendido. Assim como todos nós precisamos aprender sempre que a cada desgosto, frustração, tragédia aconteça. Se o JEC não classificasse ontem seria tragédia. Essa tragédia não era anunciada, fizemos bons jogos no campeonato, mas fomos irregulares, falhamos em situações que um campeonato tão competitivo não permite falhar, e assim seguimos mais uma vez rumo ao sul, em busca da redenção.

Tirando a parte ruim, pensando na parte boa, aparentemente tinha que ser assim, o JEC ganha mais uma chance de mostrar que merece ser recompensado pelo trabalho duro dos últimos anos. Dias e noites difíceis pra todo mundo na cidade, executiva, deliberativa, e principalmente o torcedor, que é o único bem que o Joinville Esporte Clube possui. Os de verdade, não os personagens. Pra finalizar, que todos estejam juntos por um único objetivo, o Joinville apenas, o imponderável não acontece por acaso na minha modesta e humilde visão, ele acontece da forma que tem que acontecer, e isso é o que eu gosto de encarar como  destino.


Feltrin Jr

 
 
 
Logo do Coleção do JEC

Apoioadores:

(47) 0000-0000

R. Inácio Bastos, 1084 - Bucarein, Joinville - SC, 89202-310

<script async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-9020454189057641" crossorigin="anonymous"></script>

bottom of page