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VENCE E CONVENCE: O DOCE FIM DE SEMANA DE PÁSCOA TRICOLOR

  • Foto do escritor: Chico Neto
    Chico Neto
  • 6 de abr.
  • 3 min de leitura
As crônicas de um feriado com muito JEC para acompanhar

Chocolate do Coelho no "corre" da bola pesada


Na Sexta-Feira Santa, dia sagrado para o catolicismo, o JEC/Krona Futsal entrou em quadra enquanto as paróquias iniciavam as procissões da Paixão de Cristo. Em um jogo de pleno domínio, o Tricolor não deu chances ao Marreco, que apenas se defendeu para evitar um prejuízo maior diante de sua torcida. O placar de 6 a 0 ilustra a facilidade do duelo, que, novamente, poderia ter sido mais elástico.

Lances desperdiçados, como o tiro livre de Fernando após a sexta falta paranaense, acendem dois pontos de atenção: o azar de encarar goleiros em noites inspiradas (o que aconteceu contra o Corinthians) e, por vezes, uma leve falta de precisão e frieza nas finalizações. A ansiedade em "cravar" logo o gol, natural para um elenco onde todos buscam seu espaço e minutos em quadra.

Sobre os tiros livres, os erros têm se repetido desde o fim do ano passado, como no clássico da primeira fase da LNF e na final da Copa Sul (embora, naquela ocasião, Neto tenha convertido após o lance voltar por uma infração do goleiro rival e garantido o título). Pode parecer "procurar pelo em ovo", mas é um detalhe que merece ajuste para os jogos grandes que virão.


No campo: vitória para recuperar a confiança



Foto: Luiz Vieira/JEC
Foto: Luiz Vieira/JEC

No gramado, tivemos uma boa (embora não perfeita) vitória tricolor. Ficou nítido que a falta de entrosamento ainda pesa, mas a postura mudou. Na minha visão, todos os reforços que estrearam como titulares justificaram a escolha.

Pedro Botelho assumiu a zaga e a braçadeira de capitão, dando ao Guti o companheiro que ele precisava para jogar mais tranquilo. Por outro lado, a responsabilidade do Guti aumenta: agora, seus erros serão creditados a ele mesmo, sem o "escudo" da instabilidade de terceiros. Na zona mista, Pedro destacou a importância de Guti e o respeito mútuo, lembrando que ambos começaram juntos na base do Figueirense e já tem uma parceria na zaga.

Erverson ( na foto ) mostrou por que quis tanto estar no JEC. Em dois minutos, criou mais que o Da Silva em toda sua passagem pelo clube. Além do gol, teve chances claras, soube se posicionar e foi a referência que a torcida (e os treinadores anteriores) tanto buscavam.

Já o Garrinsha fez jus à camisa 7. O haitiano jogou bem e, apesar de um nervosismo pontual, não se intimidou nem se escondeu do jogo. Rigley (olhando para a vitória na foto) também entrou bem, aproveitando a chance com uma cavadinha após um belo giro e passe de Keké, que volta a atuar pela Série D, competição que começou como destaque e logo após teve uma grave lesão

Foto: Luiz Vieira/JEC
Foto: Luiz Vieira/JEC

durante uma partida da competição. No comando, Serginho montou um time equilibrado para a estreia. Único técnico vencedor pelo JEC no ano, ele chega a um aproveitamento de 42,86%, um salto considerável em relação aos 5,55% de seu antecessor, Cristian de Souza. A vitória na primeira rodada ameniza a pressão, e embora o JEC precise de muito mais para apagar o início de ano conturbado, o primeiro passo foi dado com firmeza.


Base: Formar é o objetivo


No CT Morro do Meio, o fim de semana não foi perfeito para os garotos: derrota por 2 a 0 no Sub-15 e empate em 1 a 1 no Sub-17 contra o Concórdia (com gol sofrido nos últimos minutos). A transmissão do JoinvilleÔ via JEC Play mostrou que há bons valores ali, mas falta entrosamento aos mais novos e calma na definição aos mais velhos. Ainda assim, o diagnóstico é claro: base serve para revelar. Não adianta ser campeão de tudo se não entregar nomes ao profissional. O processo continua.



Chico Neto JoinvilleÔ








 
 
 

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