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As crônicas de um feriado com muito JEC para acompanhar

Chocolate do Coelho no "corre" da bola pesada


Na Sexta-Feira Santa, dia sagrado para o catolicismo, o JEC/Krona Futsal entrou em quadra enquanto as paróquias iniciavam as procissões da Paixão de Cristo. Em um jogo de pleno domínio, o Tricolor não deu chances ao Marreco, que apenas se defendeu para evitar um prejuízo maior diante de sua torcida. O placar de 6 a 0 ilustra a facilidade do duelo, que, novamente, poderia ter sido mais elástico.

Lances desperdiçados, como o tiro livre de Fernando após a sexta falta paranaense, acendem dois pontos de atenção: o azar de encarar goleiros em noites inspiradas (o que aconteceu contra o Corinthians) e, por vezes, uma leve falta de precisão e frieza nas finalizações. A ansiedade em "cravar" logo o gol, natural para um elenco onde todos buscam seu espaço e minutos em quadra.

Sobre os tiros livres, os erros têm se repetido desde o fim do ano passado, como no clássico da primeira fase da LNF e na final da Copa Sul (embora, naquela ocasião, Neto tenha convertido após o lance voltar por uma infração do goleiro rival e garantido o título). Pode parecer "procurar pelo em ovo", mas é um detalhe que merece ajuste para os jogos grandes que virão.


No campo: vitória para recuperar a confiança



Foto: Luiz Vieira/JEC
Foto: Luiz Vieira/JEC

No gramado, tivemos uma boa (embora não perfeita) vitória tricolor. Ficou nítido que a falta de entrosamento ainda pesa, mas a postura mudou. Na minha visão, todos os reforços que estrearam como titulares justificaram a escolha.

Pedro Botelho assumiu a zaga e a braçadeira de capitão, dando ao Guti o companheiro que ele precisava para jogar mais tranquilo. Por outro lado, a responsabilidade do Guti aumenta: agora, seus erros serão creditados a ele mesmo, sem o "escudo" da instabilidade de terceiros. Na zona mista, Pedro destacou a importância de Guti e o respeito mútuo, lembrando que ambos começaram juntos na base do Figueirense e já tem uma parceria na zaga.

Erverson ( na foto ) mostrou por que quis tanto estar no JEC. Em dois minutos, criou mais que o Da Silva em toda sua passagem pelo clube. Além do gol, teve chances claras, soube se posicionar e foi a referência que a torcida (e os treinadores anteriores) tanto buscavam.

Já o Garrinsha fez jus à camisa 7. O haitiano jogou bem e, apesar de um nervosismo pontual, não se intimidou nem se escondeu do jogo. Rigley (olhando para a vitória na foto) também entrou bem, aproveitando a chance com uma cavadinha após um belo giro e passe de Keké, que volta a atuar pela Série D, competição que começou como destaque e logo após teve uma grave lesão

Foto: Luiz Vieira/JEC
Foto: Luiz Vieira/JEC

durante uma partida da competição. No comando, Serginho montou um time equilibrado para a estreia. Único técnico vencedor pelo JEC no ano, ele chega a um aproveitamento de 42,86%, um salto considerável em relação aos 5,55% de seu antecessor, Cristian de Souza. A vitória na primeira rodada ameniza a pressão, e embora o JEC precise de muito mais para apagar o início de ano conturbado, o primeiro passo foi dado com firmeza.


Base: Formar é o objetivo


No CT Morro do Meio, o fim de semana não foi perfeito para os garotos: derrota por 2 a 0 no Sub-15 e empate em 1 a 1 no Sub-17 contra o Concórdia (com gol sofrido nos últimos minutos). A transmissão do JoinvilleÔ via JEC Play mostrou que há bons valores ali, mas falta entrosamento aos mais novos e calma na definição aos mais velhos. Ainda assim, o diagnóstico é claro: base serve para revelar. Não adianta ser campeão de tudo se não entregar nomes ao profissional. O processo continua.



Chico Neto JoinvilleÔ








 
 
 
  • Foto do escritor: Chico Neto
    Chico Neto
  • 30 de mar.
  • 2 min de leitura

Eduardo Vieria/JEC Futsal
Eduardo Vieria/JEC Futsal

No ano do cinquentenário do Joinville Esporte Clube, o futsal entrou em quadra com uma meta clara: dar de presente à torcida a tão sonhada Copa Libertadores. No entanto, o sonho foi interrompido na noite de uma sexta-feira, 27 de fevereiro, diante do Sorocaba. A queda na Supercopa do Brasil adiou, mais uma vez, o desejo da "Glória Eterna" nas quadras.

O que em anos anteriores poderia ser a "pá de cal" em uma temporada que sequer engrenou, desta vez não abalou o bom futsal praticado por Fernando, Robinho, Rufino, Xuxa, Matheus e companhia. Sob o comando de Davi Mendonça, os jogadores não permitiram que o desempenho caísse após a eliminação traumática. Pelo contrário: a derrota parece ter servido de combustível para buscar o bicampeonato da Liga Nacional (LNF), competição que, pelo nível técnico das equipes, chega a ser mais árdua que o próprio torneio continental.

Com uma sequência de goleadas, o Tricolor estreou com autoridade nas demais competições. Atropelou o Blumenau pelo Estadual, goleou o Santiago (RS) pela Copa do Brasil e não deu chances ao Corinthians na LNF. Em todos os confrontos, a sensação era de que o placar poderia ter sido ainda mais elástico, lembrando a goleada por 7 a 1 contra o Pouso Redondo pela Recopa SC, onde o JEC/Krona levantou a taça.

Novamente, o "Tricolor das Quadras" carrega a responsabilidade de ser o orgulho esportivo da cidade. É uma pressão singular na modalidade; afinal, em grandes clubes poliesportivos, o foco costuma recair sobre o futebol de campo. Mas, em um ano onde o campo entregou pouco e fez vergonha caindo para segundona estadual, os olhos do torcedor voltam a brilhar com carinho em direção ao Centreventos Cau Hansen.

A ferida de perder títulos em detalhes, como a virada sofrida nos segundos finais em 2023, ainda está cicatrizando. O Joinville entendeu que não precisa apenas de nomes vitoriosos cujo currículo já está satisfeito, mas de gente com "fome", que busca seu lugar ao sol. É o caso de jovens talentos e de veteranos que ainda sentem o frio na barriga. É o caso de Xuxa, o ídolo quer se despedir do da carreira profissional erguendo troféus e ouvindo o grito de "campeão", mesmo que o corpo cobre o preço em certas situações, a entrega de Xuxa pelo JEC supera qualquer limitação física. Ele poderia ter encerrado a carreira em qualquer outro lugar, mas escolheu ficar onde a idolatria é grande e o carinho é recíproco, quer sair por cima, como a cara de um time vencedor.

O ano é longo e extenuante, com oito competições no calendário, viagens desgastantes e adversários de tradição que compartilham as mesmas metas, Somado a isso, há a pressão de ser o "super-herói" da cidade novamente. Até aqui, o JEC Futsal tem se saído bem, mesmo com o tropeço na Supercopa, o time demonstra que tem a cautela necessária e, acima de tudo, a fome de quem não aceita nada menos que o topo.

 
 
 
  • Foto do escritor: Chico Neto
    Chico Neto
  • 24 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Entre os times que não mereciam uma vaga na Copa do Brasil, o JEC é o que mais mereceu (confuso, mas vamos lá). O JEC vai para a Copa do Brasil 2026. É claro que a discussão se merecia ou não vai rolar, mas pelos resultados o Joinville conquistou a vaga, foi o que mais mereceu entre os que não mereceram a vaga.


Claro que teve a polêmica do gol anulado do Barra pelo Bráulio, mas o Criciúma teve a oportunidade de vencer e eliminar o rival praticamente moribundo no Catarinense e não teve a capacidade de marcar um gol sequer jogando em casa e com o estádio lotado, foi eliminado nos pênaltis com o goleiro Bruno Pianissolla pegando dois pênaltis. Será que via estadual o Criciúma mereceu mais que o JEC no final?


Na Copinha chegaram às semifinais os quatro times que levaram a competição a sério e talvez a final tenha sido mais pelo peso das camisas de Joinville e Figueirense do que 100% competência de ambos, já que tanto Marcílio Dias quanto Blumenau estavam mais focados durante toda a competição, mas a final virou JEC x Figueira e o título do alvinegro foi mais que merecido, não só pelos 6x2 no agregado, mas pelo resto da competição, por não se abalar pela Série C muito abaixo, onde, por momentos, esteve no Z4 e indo para a Série D, soube virar a chave. Já o JEC de novo ficou como o time sem vaga na CdB com melhor colocação no fim de mais uma competição.


Os números da campanha de 2025 são feios. O JEC teve um aproveitamento de apenas 42,3% nas 41 partidas disputadas. O artilheiro do Joinville jogou até 19 de março, uma eliminação para o Cianorte, tomando 4x0 na segunda fase, e um 4x1 em casa numa final contra o Figueirense. A única competição que o Joinville saiu sem ser goleado foi o Catarinense, eliminação doida para a Chapecoense.


Sempre falo que é preciso que todos que fazem parte do dia a dia do Joinville (da diretoria até os torcedores, passando por jogadores, treinadores e imprensa) parem de elevar tudo aos céus ou rebaixar tudo ao inferno; existe um mundo muito grande entre um extremo e outro.


Não precisa ficar agradecendo ao Braúlio da Silva Machado e ao Samir Xaud por uma vaga na Copa do Brasil, como também não podemos vangloriar como um título essa vaga na primeira fase da competição, que, por conta das campanhas do JEC nos últimos 5 anos, deve jogar na Arena Joinville (se continuar com o critério de o pior ranqueado jogar em casa a fase 1).Até por que, nossa campanha na Série D foi ridícula, começou vencendo jogos, mesmo sem convencer, conseguiu a liderança no fim do 1º turno e a classificação virtual com varias rodadas de antecedência, mas só foi confirmar de fato na penúltima rodada e pela combinação de resultados e terminou da forma mais melancólica possível, goleados e vendo que o time que bateu no teto (segundo o trinador do tricolor na época) subindo de divisão e levando a taça, foi com toda certeza o momento mais baixo de todo o ano e onde a torcida teve mais expectativa, mais queria ser campeão e onde menos conseguiu encantar e unir, foi o momento onde tudo o que acontecia fora das 4 linhas foi ainda mais exposto, dividas, antecipação de receitas, negociação da SAF com a Sportheca e no final caso de indisciplina de atletas que mostraram que não estavam comprometidos com uma final e com o peso que ela tinha no futuro do clube.


Muita confusão, muito disse me disse, isso tudo irritou e muito o sócio torcedor e com certa razão, muitos buscam viver o dia a dia do clube de forma mais próxima e o estatuto abre espaço para isso, mesmo que muitas vezes não aconteça na prática.


O que fica de lição de 2025 é que é preciso se atentar aos sinais, não fechar o olho para o óbvio, para as derrotas, para os desgastes, para as baixas e para a queda de rendimento. Já para a torcida, que de novo empurrou o Joinville às suas vagas (Série D e Copa do Brasil), continuem, continuem apoiando, participando, acreditando. O JEC hoje só existe por conta da sua torcida e ela é o maior patrimônio de um clube.


Chico Neto

 
 
 
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