JEC FUTSAL 2026: O TIME QUE SABE PERDER, MESMO INVICTO
- Chico Neto

- há 5 dias
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No ano do cinquentenário do Joinville Esporte Clube, o futsal entrou em quadra com uma meta clara: dar de presente à torcida a tão sonhada Copa Libertadores. No entanto, o sonho foi interrompido na noite de uma sexta-feira, 27 de fevereiro, diante do Sorocaba. A queda na Supercopa do Brasil adiou, mais uma vez, o desejo da "Glória Eterna" nas quadras.
O que em anos anteriores poderia ser a "pá de cal" em uma temporada que sequer engrenou, desta vez não abalou o bom futsal praticado por Fernando, Robinho, Rufino, Xuxa, Matheus e companhia. Sob o comando de Davi Mendonça, os jogadores não permitiram que o desempenho caísse após a eliminação traumática. Pelo contrário: a derrota parece ter servido de combustível para buscar o bicampeonato da Liga Nacional (LNF), competição que, pelo nível técnico das equipes, chega a ser mais árdua que o próprio torneio continental.
Com uma sequência de goleadas, o Tricolor estreou com autoridade nas demais competições. Atropelou o Blumenau pelo Estadual, goleou o Santiago (RS) pela Copa do Brasil e não deu chances ao Corinthians na LNF. Em todos os confrontos, a sensação era de que o placar poderia ter sido ainda mais elástico, lembrando a goleada por 7 a 1 contra o Pouso Redondo pela Recopa SC, onde o JEC/Krona levantou a taça.
Novamente, o "Tricolor das Quadras" carrega a responsabilidade de ser o orgulho esportivo da cidade. É uma pressão singular na modalidade; afinal, em grandes clubes poliesportivos, o foco costuma recair sobre o futebol de campo. Mas, em um ano onde o campo entregou pouco e fez vergonha caindo para segundona estadual, os olhos do torcedor voltam a brilhar com carinho em direção ao Centreventos Cau Hansen.
A ferida de perder títulos em detalhes, como a virada sofrida nos segundos finais em 2023, ainda está cicatrizando. O Joinville entendeu que não precisa apenas de nomes vitoriosos cujo currículo já está satisfeito, mas de gente com "fome", que busca seu lugar ao sol. É o caso de jovens talentos e de veteranos que ainda sentem o frio na barriga. É o caso de Xuxa, o ídolo quer se despedir do da carreira profissional erguendo troféus e ouvindo o grito de "campeão", mesmo que o corpo cobre o preço em certas situações, a entrega de Xuxa pelo JEC supera qualquer limitação física. Ele poderia ter encerrado a carreira em qualquer outro lugar, mas escolheu ficar onde a idolatria é grande e o carinho é recíproco, quer sair por cima, como a cara de um time vencedor.
O ano é longo e extenuante, com oito competições no calendário, viagens desgastantes e adversários de tradição que compartilham as mesmas metas, Somado a isso, há a pressão de ser o "super-herói" da cidade novamente. Até aqui, o JEC Futsal tem se saído bem, mesmo com o tropeço na Supercopa, o time demonstra que tem a cautela necessária e, acima de tudo, a fome de quem não aceita nada menos que o topo.



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